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Jovem consumidor e o mercado imobiliário: saiba por que sua construtora deve ficar atenta!

Com a ascensão das demandas dos jovens consumidores, o mercado imobiliário precisou adaptar-se para sanar prioridades que outrora não existiam ou mesmo não eram tão relevantes quanto atualmente, seja em termos financeiros ou arquitetônicos.

Entender quais são os gostos, buscas e necessidades desse público em termos de moradia é fundamental para que as construtoras possam se manter competitivas e relevantes perante os novos compradores.

Considerando que o mercado também é influenciado pelos jovens, a seguir, confira o que eles buscam ao adquirir um imóvel e quais são as principais tendências que devem ser seguidas pelo setor. Continue a leitura!

O que os jovens consumidores buscam no mercado imobiliário?

Mesmo que os consumidores considerados tradicionais ainda sejam de suma importância para o mercado, é a nova geração de compradores que dita os seus rumos, não só na construção, mas em praticamente todos os setores competitivos. 

No segmento construtivo, essa adaptação exige ainda mais resiliência, já que a aquisição de um imóvel demanda mais recursos e, consequentemente, um maior poder de convencimento por parte das construtoras.   

Como apontam dados levantados pelo blog Digitais da PUC-Campinas, por mais que os jovens brasileiros estejam 22% menos endividados do que nos anos anteriores a 2018, seu poder de compra também diminuiu.

A taxa de desemprego entre os indivíduos entre 18 e 24 anos de idade também é um ponto relevante: 32,5% não conseguem uma ocupação, o que representa uma importante fatia de mercado que não pode ser atingida por propostas de venda. 

Sabendo que, ao contrário da geração anterior, os jovens não estão dispostos a comprometer-se com grandes dívidas e que mais de 30% deles sequer podem considerar grandes compras, outros fatores decisivos precisam ser considerados. 

Segundo um levantamento da Kantar, divulgado no site Valor Investe, 52% dos millenials brasileiros preferem que os seus gastos sejam mais focados em experiências do que nos bens materiais em si.

Isso quer dizer que, mais do que perceber um negócio como vantajoso, os indivíduos cada vez mais buscam que ele represente uma satisfação pessoal, de modo que se conecte e represente o seu próprio estilo de vida. 

A partir desse foco, o mercado imobiliário precisa compreender o comportamento do jovem consumidor, bem como, suas aspirações e limitações, criando ofertas realmente relevantes para a parcela de indivíduos disposta a gastar em um imóvel.  

No próximo item, confira as tendências que devem ser seguidas para que essas demandas sejam atendidas! 

Quais as principais tendências do segmento que refletem essas demandas?

A tarefa de conquistar uma fatia do jovem público consumidor disposto a gastar, que é relativamente limitada, certamente demanda um alto grau de competitividade entre as construtoras. 

Nesse cenário, entender o valor que os jovens dão para as experiências e ser capaz de proporcionar diferenciais que atendam a essa busca é decisivo para o sucesso no mercado imobiliário! 

Conquistar identificação junto a um público que procura refletir seu estilo de vida em seus bens de consumo é adaptar os padrões atuais de oferta ao comportamento e às necessidades dos compradores contemporâneos. 

Mais que ofertar imóveis financeiramente viáveis, é preciso investir em atrativos que atraiam os indivíduos em nível pessoal, desde o processo de negociação até as características dos imóveis em si. 

Esse é um cuidado que não deve ser adotado apenas pelas construtoras e incorporadoras, mas também por todos os envolvidos no segmento, como imobiliárias, corretores, portais de vendas, entre outros. 

Veja quais são as tendências do mercado imobiliário mais alinhadas ao comportamento dos jovens consumidores:

Foco em localizações estratégicas

Entendendo que o seu modo de habitação é decisivo para a manutenção do seu estilo de vida, o público jovem é inclinado a comprar imóveis com boa localização, perto dos locais onde trabalha, estuda ou vivencia seu lazer. 

Nesse sentido, evitar grandes deslocamentos, que são sinônimo de menos bem-estar e qualidade de vida, é também estar próximo de serviços básicos, como bancos, farmácias, supermercados e pontos de ônibus. 

Em termos de transporte, inclusive, o carro deixou de ser uma necessidade básica e passou a ser substituído por aplicativos de transporte e carona, bicicletas, modos de locomoção por aluguel ou mesmo meios de transporte público. 

Se antes os imóveis que dispunham de uma ou mais vagas de garagem, por exemplo, se diferenciavam entre os demais, atualmente esse foco deixou de ser tão importante, dando espaço para localidades que diminuam a necessidade de deslocamentos. 

Negociações mais fáceis e personalizadas

A própria demonstração de que a construtora ou o vendedor do imóvel preocupa-se com as necessidades dos jovens faz com que eles valorizem as suas ofertas.

Quando busca adquirir experiências, esse público quer, acima de tudo, ser compreendido, tendo as suas demandas reconhecidas e consideradas. 

Sendo assim, é preciso que as negociações sejam feitas da maneira mais personalizada possível – e também prática, já que os jovens também são mais imediatistas e valorizam o seu tempo. 

Dispor-se a entender o que o público deseja, adaptar-se conforme os seus pedidos e eventuais necessidades, evitar grandes burocracias e respeitar as limitações do seu poder aquisitivo são algumas das demandas que o mercado imobiliário deve sanar.

Para se ter uma ideia, ainda conforme a matéria supracitada do site Valor Investe, só a capacidade de atender rápido aos millenials gera 3,6 vezes mais satisfação entre eles, fazendo com se tornem 2,4 mais dispostos a adquirir adicionais oferecidos. 

As empresas capazes de criar experiências de compra realmente satisfatórias, que excedam as expectativas de seus consumidores, crescem mais de 247% ao ano!

Funcionalidade em detrimento do espaço

Funcionalidade em detrimento do espaço

Aliando a necessidade de economizar e a menor propensão a dívidas com a priorização da praticidade e da funcionalidade, os grandes imóveis hoje dão lugar a espaços menores e mais bem planejados.  

Se antigamente as residências espaçosas e grandes eram garantia de satisfação, atualmente a utilidade do local é muito mais valorizada, com foco em melhor distribuição dos cômodos e facilidade para a realização de tarefas cotidianas. 

Apesar de valorizarem o conforto, os jovens enxergam isso muito mais em nível pessoal. Ao invés de espaços capazes de abrigar um grande número de pessoas e bens pessoais, o objetivo é que as opções sejam aconchegantes e úteis ao dia a dia.

Alinhamento com a tecnologia

Se antigamente os imóveis eram encontrados junto às próprias construtoras ou imobiliárias, atualmente os jovens buscam por opções diretamente na internet. 

É preciso que o mercado imobiliário atenda a essa demanda por meio de buscas fáceis, personalizadas e completas em sites, portais especializados e mesmo com conteúdo em redes sociais. 

Diferenciais como serviços pay per use, que inclui adicionais do condomínio, como lavanderia, diarista, academia, entre outros semelhantes, adquiridos facilmente sob demanda, também podem ser decisivos. 

Você já conhecia todos os detalhes que abordamos ao longo do artigo? 

Como você viu, é preciso pensar em muitos aspectos para atender as demandas deste público e uma delas é quanto aos fornecedores. 

Nesse sentido, para que a sua construtora seja ainda mais assertiva nesta etapa e atenda este público com qualidade, confira nosso conteúdo sobre 7 dicas para escolher fornecedores da construção civil de forma eficaz!

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